Educação de Roraima Mobilizada! Indignar-se é preciso!

10

de

junho

X CONGRESSO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DE RORAIMA.- UM CONGRESSO EM VÃO, PARA NÃO DECIDIR NADA, PARA JUSTIFICAR O GASTO, ENFIM, PARA MANTER A “EMBROMAÇÃO”…

Companheiros do M.O.T.E. Comando de Greve que não aparece na foto "oficial".

Companheiros do M.O.T.E., membros do Comando de Greve que não aparecem nas fotos “oficiais”. Encontro com companheiros Camponeses, plena ação direta na greve de 2008 - Sul do estado.

Uma vez mais a categoria foi passada para trás pela direção do SINTER e seus pares (PT, PSOL e PCdoB). Nunca é demais lembrar que as conquistas obtidas pela categoria no ano de 2008 foram efetivadas através da resistência e manifestações da própria categoria. Se tivessemos seguido as posições da direção do sindicato, não teríamos sequer nos mobilizado ou entrado em greve e, assim, garantido o reajuste de 15% (aliás, 10% segundo a direção do SINTER) para outubro (2008), após as eleições municipais, acordado com o governo Anchieta (PSDB).

A direção do SINTER nunca foi a favor da greve, jamais saiu em defesa ou em favor da categoria. Foram os companheiros da base que empurraram a greve garganta abaixo, impondo a sua vontade, inclusive interior do estado a fora. Se os trabalhadores em educação querem novamente arrancar qualquer reajuste, ou melhorias na situação da educação pública, do governo estadual, precisam se organizar. No local de trabalho, em suas regiões, cidades e vilas, e, assim, impor uma vez mais a sua vontade. E seja dito que reajuste salarial não basta (e os 20%, para 2009, que a direção do SINTER induziu a categoria a acreditar na sua existência!?). Reivindicamos melhores condições de trabalho, maior representação no sindicato (via conselho de Representantes de Escola, como definido no estatuto do mesmo), fim das terceirização e horas-aula, merenda escolar digna, escola digna (não fantasma), concurso público imediato, além de DIRETAS JÁ PARA GESTOR ESCOLAR!

Paralisação do dia 26 de março de 2009

A paralisação que ocorreu este ano foi proposta dos companheiros da base, caso isso não ocorresse não haveria nenhuma manifestação da categoria este ano. Mais uma vez a direção protelou o prazo empurrando-o para uma data mais distante com a desculpa esdrúxula “da proximidade da data”, que a categoria não deveria “se precipitar”, teria de ser “coerente”, e uma série estereotipada de fraseologia pelega que não tem absolutamente nada a acrescentar de prático ou objetivo em nossa luta.

Na referida paralisação os companheiros da base propuseram mais uma paralisação de INDICAÇÃO PARA A GREVE (conforme determina a legislação para ocorrência de greve), caso o governo não desse uma resposta por escrito com relação as reivindicações da categoria. Mas, o que de fato aconteceu? A direção do sindicato, com a desculpa, de que, em maio do corrente ano, haveria o congresso do SINTER, e que ali estariam presentes os trabalhadores dos municípios, prorrogou o prazo mais uma vez.

Ou seja, nos “embromaram”, “enrolaram”, em um claro e absurdo apoio ao governo tucano de Anchieta Junior, que, obviamente, como a diretoria do SINTER, não quer greve alguma (a não ser na retórica). Talvez queiram é se candidatar, alguns deles (e para isso utilizam-se do sindicato).

O Congresso…

Enfim, em Maio, chega o Congresso da categoria. Este que deveria ser a instância máxima deliberativa dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima. Vejamos… TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO, não representantes do PATRÃO, como o moribundo secretário de educação Luciano Moreira, convidado da diretoria do SINTER para o nosso Congresso, e, apoiador do “clã” SARNEY, golpista no Maranhão (o Srº Luciano foi assumir uma pasta no Estado do Maranhão após o golpe dos Sarney contra Jackson Lago), ou, pior, membros da famigerada JUNTA MÉDICA PERICIAL OFICIAL DO ESTADO DE RORAIMA, já denunciada por este MOVIMENTO neste blog, pelo cometimento de absurdos médico-jurídico e perseguição política (e, o “tal” médico, na “mesa” foi apoiado em suas falações por membro da diretoria desse sindicato).

Aliás, companheiro trabalhador em educação, você sabia que NENHUM DAQUELES MÉDICOS QUE NOS ATENDEM SÃO CONCURSADOS OU ESPECIALISTAS?? E QUE ELES MENTEM QUANDO TENTAM NOS ATERRORIZAR??

O Congresso, haja vista as péssimas condições técnicas (não se ouvia nada a poucos metros da mesa), e organização clássica, PETISTA- STALINISTA (quem tinha o que dizer, poucos minutos tinha), se demonstrou um monólogo, nunca um debate ou muito menos uma Assembléia (como deveria de ser). Não se discutiu com relação às centrais sindicais (CUT ou CONLUTAS?), a saúde dos trabalhadores em educação (de modo isento, amparado em dados da OIT-ONU, outros sindicatos, e não “capachos” do governo estadual), ou aos inúmeros pontos de pauta, nacionais ou locais, da categoria.

Os professores questionados por este Movimento, por dezenas de simpatizantes, sequer sabiam o que estava acontecendo no congresso. O X Congresso dos trabalhadores em Educação foi “uma aula” de despolitização. Da abertura ao encerramento, nenhuma crítica levada a efeito a governo algum (federal, estadual, municipal); parecia que estávamos no país das maravilhas (ou numa aula de curso de direito ou seminário de medicina), e, mais uma vez, foram os companheiros da base que fizeram a diferença, tecendo uma série de críticas e propondo a mobilização imediata em defesa das reivindicações da categoria.

O MOTE NÃO SE CALA JAMAIS. CONTRA A POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSE!

DIRETAS JÁ PARA GESTOR ESCOLAR!

FORA ORNILDO! FORA ANCHIETA!

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27

de

fevereiro

A saúde do professor: “CULPADO!!!” por adoecer…

 

É lamentável constatarmos o tratamento que o profissional de educação recebe quando julgam que ele não tem mais utilidade, ou seja,  quando adoece ou quando está prestes a se aposentar.Nesse momento percebemos o quanto a sociedade capitalista não vê a pessoa e sim  apenas a sua produção e o lucro que proporciona à burguesia ou ao estado burguês.

 

No caso específico de Roraima, o quadro da saúde do servidor público é repugnante, pois temos uma junta médica pericial que não se preocupa com o encaminhamento do paciente para um especialista condizente com a sua enfermidade. Para ilustrar o descaso podemos citar alguns exemplos: avaliam-se professores com problemas de garganta através de ginecologistas ou pediatras, com problemas psiquiátricos, através de clínico geral, pediatras ou ginecologistas!  Isto acarreta em uma confusão na Ciência Médica, ou seja: médico não especialista nega laudo de médico especialista. Como pode tamanha inversão na ética médica? Seria o mesmo que um professor de língua portuguesa contestasse abertamente uma explicação de um professor de educação física.

Indagamo-nos e propomos o seguinte questionamento: Será que é por falta de conhecimento, má fé, ou puro e cego cumprimento de absurda ordem hierárquica por parte dos médicos que compõe a junta médica pericial do estado de Roraima? O fato de estar”cumprindo ordens” não significa que o profissional deva cumprir ordens absurdas. Lembremos que muitos carrascos nazistas afirmavam estar somente “cumprindo ordens”. Além desse fato, professores são destratados e humilhados, pois tem desrespeitada a sua condição de paciente. A idéia de culpa por sua própria doença, incapacidade para o trabalho ou até a falsificação de sua enfermidade, por preguiça, é direta ou indiretamente incutida no servidor. Todo esse processo de “culpar o enfermo por sua enfermidade” começa na escola, através de supervisores e diretores, segue para a SECD (Secretaria de Educação, Cultura e Desporto), onde o professor muitas vezes ouve chacotas dos atendentes, o famoso “doente de novo!?”, quando apresentado o laudo médico, e, enfim, segue para a berlinda citada: a junta médica pericial e suas negativas sem fundamento. Até as remoções do trabalhador em educação por motivo de saúde, prevista na lei 053/01 (e inclusive na portaria 3166/08/SECD/GAB/RR) são deliberadamente negadas, sem qualquer justificativa.

 

Não podemos mais admitir a falta de respeito com questão que toca a dignidade humana: a saúde. Situações absurdas, como diretores que tentam impor o “pagamento” de atestado médico, informando alunos e comunidade escolar que o trabalhador está em “defict” com a escola, “devendo aula”, pois adoeceu… Tudo isso para isentar o estado da contratação de profissionais substitutos, o que é de sua obrigação.

Qual a posição real, efetiva de nossa entidade sindical, o Sinter?? E as grandes centrais sindicais? e a CNTE?   Tais entidades, governistas, muitas vezes acobertam ou fazem vista grossa para o adoecimento e humilhação do profissional de educação. Em resumo: o professor não pode adoecer, pois adoecendo não tem amparo (plano de saúde, caos na saúde pública), adoecendo, torna-se o “culpado”, o “réu” de sua condição de enfermo… É bom lembrarmos que o agravamento da saúde do trabalhador em educação vem do nefasto período Fernando Henrique Cardoso, que aumentou a carga horária  anual, alem de horas extras – sala de aula, não computadas. O governo Lula mantém a situação, e, através das centrais e pelegos sindicais, propõe tão somente o nivelamento salarial por baixo, ignorando a insalubridade a que são submetidos os trabalhadores em educação. O autoritarismo de diretores de escola e centros regionais, a indisciplina dos alunos, a superlotação das salas de aula, e o desfoque educacional do papel do professor (tem que ser assistente social, pai, mãe, médico, etc.) fazem adoecer o professor, que, longe de ser um mártir, como pregam determinadas correntes teóricas conservadoras na área de ciências da educação, é mais um trabalhador super explorado. Somemos às questões gerais da profissão, comum aos profissionais de educação, as questões regionais, que contribuem para a situação de calamidade em que se encontra a saúde do professor: calor insuportável em salas de aula mal ventiladas e não climatizadas, escolas sem água potável, sem luz elétrica, deterioradas estruturalmente, algumas sem paredes, sem telhado, sem nada…

 

DADOS DA UNESCO/OIT – ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO e APEOSP - Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (2003)

 O ensino possui características particulares, geradoras de estresse e de alterações do comportamento dos que nele trabalham. Estudos realizados em diversos países da América e da Europa têm demonstrado que os docentes estão permanentemente sujeitos a uma deterioração progressiva da sua saúde mental.O estresse já é reconhecido por organismos internacionais como “enfermidade profissional”, cujos efeitos atingem inclusive o ambiente escolar. É considerado pela OIT não somente como um fenômeno isolado mas “um risco ocupacional significativo da profissão”.

Por outro lado, as especialidades médicas ligadas ao maior número de dispensas para o pessoal docente são, em diferentes países, as de psiquiatria , neurologia, otorrinolaringologia, reumatologia, traumatologia, hematologia e doenças cardiovasculares, o que tem permitido caracterizar um quadro de doenças profissionais da categoria. No Brasil é grande o número de professores “readaptados” (afastados temporária ou permanentemente para atividades administrativas) afetados por uma ou algumas doenças desse conjunto, ou de professores que se mantêm com sucessivas licenças-saúde e, não raro, como objeto de desprezo e como fonte de problemas para os quadros docente e discente .

 

MAIS:

                            

A fadiga mental acontece quando há…

 

1. trabalho que exige muita atenção com o público;

2. conflitos nas relações pessoais motivados ou acentuados pela múltipla convivência (idem para aumento de possibilidade de contrair doenças infecciosas, parasitárias, etc.);                                                                                   

3. autoritarismo burocrático;

4. excesso de responsabilidade para o tempo e os meios de que dispõe, obrigando-se o professor a realizar mal o seu próprio trabalho;

5. insegurança cotidiana típica de serviço sobre o qual não se podem estabelecer normas precisas e quantidades de ações que resultem, necessariamente, no objetivo desejado, e conseqüente dificuldade de avaliação quanto aos resultados alcançados.

Além da sobrecarga psíquica, problemas físicos:

1. irritações e alergias especialmente na pele e nas vias respiratórias provocadas pelo pó de giz;

2. calos nas cordas vocais;

3. sobrecargas musculares e para o sistema circulatório provocadas por excessiva permanência em posturas incômodas (muito tempo em pé ou em assentos não ergonômicos);

Professores de outros países também sofrem com as doenças profissionais?

Instituições de pesquisa em países como Suécia, França, Alemanha e Espanha revelam uma grande corrida de professores a tratamentos psicoterapêuticos. Nestes países, o risco de esgotamento físico e mental é a causa do crescente abandono da docência.

Na França, estudos sobre a saúde mental dos docentes mostram que os diagnósticos mais freqüentes são: estados neuróticos (27%); estados depressivos (26.2%) personalidades e caracteres patológicos (17,6%) estados psicóticos, psicoses maníaco-depressivas (7,4%) e esquizofrenias (6,6%). Esses estudos mostram também que a freqüência desses diagnósticos é maior entre docentes do que em outros grupos profissionais.

Por isso é compreensível que a preocupação dos organismos internacionais com as condições do trabalho escolar volte-se também para a saúde dos professores: para que se permita um ótimo desenvolvimento do processo de aprendizagem e melhor qualidade do ensino, é necessário o bem estar integral, físico, psíquico e social de toda a comunidade educativa escolar.

 

No Brasil, as condições de trabalho pioram a situação

Em outros países, tentam-se compensar as estressantes características do trabalho docente com melhorias das condições de trabalho. A Conferência Intergovernamental Especial sobre a situação do pessoal docente convocada pela UNESCO em colaboração com OIT em Paris, 1966, por exemplo, recomenda a melhoria das condições de trabalho como elemento central para a melhor quaais na escola, das quais entre 18 e 24 de atenção direta ao alunado (observando-se que essa diferença não é ainda suficiente para atender às tarefas extra-classe tais como programação, coordenação, auto-preparação, preparação e correção de provas e de exercícios, preenchimento dos diários de classe, elaboração das médias, etc.). No Brasil, entretanto, as jornadas situam-se em torno de 45 aulas semanais, sendo raros os casos em que parte desse tempo (em geral entre 10% e 20%) é dedicado aos trabalhos extra-classe. Com isso muitas dessas atividades inerentes ao ensino têm que ser realizadas em casa pelo docente. A sobrecarga de horas extraordinárias (além de tudo não pagas) tem efeitos particularmente nocivos sobre as condições de trabalho (e de saúde dos educadores), uma vez que torna mais acentuadas as condições já estressantes do trabalho realizado em “condições normais”.

 

Excesso de alunos por classe

 

Ainda segundo a conferência UNESCO/OIT, o número adequado de alunos por classe deve situar-se entre 20 e 30 no máximo, uma vez que as classes menores favorecem o estudo e a atenção docente individualizada, além de reduzirem a tensão e a intensidade da tarefa docente, corrigindo importante fator de estresse. Observe-se que no Brasil, não raro, o número de alunos é superior a 50 por classe. Há professores que chegam a lecionar para até cerca de mil alunos, em até mais de vinte classes.

No Brasil verifica-se, portanto, que as más condições de trabalho acentuam de maneira dramática a penosidade da profissão de professor, especialmente por que acrescentam:

 

1. Sentimento de desprestígio pelos maus salários (a falta de reconhecimento social é fonte de mal-estar no trabalho);

 

2. submissão a jornadas excessivas;

3. falta de perspectivas profissionais;

4. insegurança, ansiedade e angústia, provocadas pelos baixos salários e pela instabilidade no cargo;

5. incapacitação provocada pela escassez de recursos didáticos;

6. Conseqüências negativas para o resultado do trabalho que realizam e para sua própria pessoa.

 

As professoras são mais atingidas:

Estudos têm demonstrado que a crença generalizada de que as professoras faltam mais à escola que os professores não corresponde à realidade. No entanto, estando submetidas à dupla jornada de trabalho, ficam mais suscetíveis aos acidentes de trabalho e às doenças profissionais, doenças crônicas e aos quadros depressivos. Embora a mulher assuma maior responsabilidade frente às tarefas domésticas, suas faltas são semelhantes ou mesmo ligeiramente inferiores às dos homens. Porém é maior o número de faltas de professoras justificadas por dispensas médicas, o que mostra a maior incidência nas mulheres de doenças tipicamente profissionais da docência.

 

fonte:http://apeoespsub.org.br/

 

 


17

de

fevereiro

Educação Especial - Uma Reflexão

 Segue texto de companheiros da corrente  de oposição “Educadores em Luta” que atuam na educação especial em Roraima:

É necessário que façamos uma discussão aberta sobre a inclusão escolar que vem acontecendo. Em primeiro lugar, perguntamos a quem realmente favorece? Para darmos resposta a essa questão temos que verificar o que nossos alunos inclusos precisam para ter uma inclusão mais digna, que com certeza podemos responder que é ter uma profissão e um convívio social. É o que a escola pode e deve oferecer, pois são alguns de seus papéis. A questão que sempre nos deparamos é que muitos inclusos, não vêem nenhum sentido nos conhecimentos científicos e dessa forma vem o impasse, a escola deve mudar o seu papel para atender esses alunos? E os outros, como ficam? A quem os professores devem satisfazer? Existe de fato um meio termo?

Quando falamos de alunos cegos, temos a clareza que além de adaptação física teremos um material em Braille e fica resolvido.

Quando falarmos de surdos, basta a comunidade escolar aprender Libras e interagir com eles.

Quando falamos de cadeirantes, pensamos em elevadores, rampas, portas e resolvemos, mas quando falamos de deficientes mentais (DM), que não vêem o menor sentido em tudo que a escola ensina, é que nos deparamos com toda discussão a que nos referimos anteriormente, ou seja, mesmo que tenhamos estrutura física preparada, professores capacitados, a inclusão não é possível.

Imaginamos um professor que tenha em suas salas, alunos surdos, cegos, DM e cadeirantes. Ele vai planejar sua aula normalmente, depois transcrever para o Braille, preparar um material visual para os surdos, e uma outra atividade para os DM`s. Isso faria com que ele triplicasse o tempo de planejamento. Na aula ele teria que falar em duas línguas, isso é possível?

É muito fácil e muito bonito defendermos a inclusão escolar, afinal de contas sai muito mais barato e atrasa o desenvolvimento dos alunos, que é esplendoroso para quem está no poder. Importante, é a inclusão social, para isso temos que respeitar as diferenças e atender a todos, levando em conta cada particularidade. Afinal aqueles que são minoria também têm direito ao desenvolvimento.

 

28

de

janeiro

Professores Denunciam Caos e Humilhação na Lotação de Servidores

O Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação de Roraima (MOTE-RR) Vem a Público Denunciar

 

É com pesar que denunciamos a prática do governo, que perdura ano a ano em Roraima: a cada final de ano e início de ano letivo, professores são humilhados e desestabilizados, profissionalmente, psicologicamente e financeiramente, com práticas autoritárias e ultrapassadas, que só encontram eco no nosso estado, abandonadas de há muito nas outras unidades da federação.

Desestruturação Profissional: perdemos o vínculo com a comunidade e são prejudicados  os projetos político-pedagógicos desenvolvidos nas escolas, devido  às remoções arbitrárias.

Desestabilização Psicológica: os professores não têm estabilidade porque é quebrada a rotina de seu local de trabalho. Mudanças de lotação ocorrem muitas vezes de forma humilhante, com o servidor sendo dispensado como “indesejável”, por motivos pessoais e até de saúde.

Desestabilização Financeira: com a remoção para locais mais distantes e carga horária aleatória, os gastos com transporte ficam imprevisíveis, além da possível perda de outras atividades que o profissional venha a desempenhar em sua vida profissional, acadêmica ou particular.

Estes são alguns dos prejuízos que podemos detectar a principio com o problema da instabilidade de local de trabalho e o mandonismo autoritário dos diretores-gestores (eufemismo para “gerente”).

 Como ocorre tal absurdo?

Cada diretor ao ser nomeado  tem , com o incentivo da política do governo, e o beneplácito da máquina burocrática viciada, a certeza de que a escola é de sua propriedade, e, os professores e demais trabalhadores da escola, seus funcionários particulares. Essa prática absolutamente antipedagógica lhe permite transferir, ao seu bel prazer, aquele servidor público que não é de seu agrado, inclusive desconsiderando situações que envolvem saúde do profissional, faltando com respeito ao ser humano e até aos profissionais da medicina.  Esse absurdo nada mais é do que a reificacão do ser humano, tornando-o coisa, autômato, operário alienado.

Por detrás de toda essa questão, aparentemente administrativa, existe o propósito maior de se podar o professor em sua verdadeira função social: fomentar a educação da população e, dessa forma, construir uma sociedade consciente, a partir de uma escola verdadeiramente democrática, com pessoas não alienadas e politicamente ativas. Pessoas que nunca venderiam seus votos, e, certamente iriam às ruas contra tais desmandos.

E o SINTER… nosso sindicato?

Esta que deveria ser a entidade que nos representa e defende, nos deixa ano após ano à mercê do governo e da politicagem coronelística e ditatorial da atual máquina administrativa, através da secretaria e seus diretores-gerentes nomeados.

Aproveitamos para chamar a todos os companheiros trabalhadores em educação para darmos um basta e iniciarmos a mobilização pela democratização e autonomia da escola pública.

Eleições DIRETAS JÁ para gestor escolar!!!

Foto do artista capichaba Gracio, de 1984

Ilustração do artista capichaba Gracio, de 1984

 

Por uma escola auto-gestionada pela própria comunidade escolar.

Professor, trabalhador em educação, fale conosco!  Relate sua experiência, faça parte do nosso movimento. Deixe seu recado no blog  http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/

 ou escreva para   mote.sinter@yahoo.com.br

Abraços fraternos!

MOTE-RR

26

de

novembro

Nasce o MOTE - Oposição Organizada e Ativa!!!

Companheiros,

A greve acabou há  meses e a atual diretoria de nosso sindicato nada tem feito com relação aos inúmeros pontos de pauta não atendidos pelo governo do estado. Devemos nos perguntar pelas promessas de subsedes do sindicato no interior, de visitação às escolas, de cobrança de tudo aquilo que o governo do estado prometeu e, deliberadamente, tem ignorado… 

Uma oposição ativa e organizada é indispensável para que a luta dos trabalhadores em educação não se perca no meio da burocracia sindical-estatal. O recém criado Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação-MOTE convida todos os companheiros para a mobilização e luta. Somos todos membros do antigo comando de greve, e, também, alguns companheiros do interior do estado, professores que lutaram como vocês!!!

Utilizaremos esse espaço para maiores informações, e gostariamos de contatar a todos por e-mail. Aguardem novos informes e atualizações do blog, com fotos, histórico e avaliação de nossa greve!!!

Sem organização, não existe luta!!!

contato

mote.sinter@yahoo.com.br  

18

de

junho

A greve acabou, a luta continua!

 

Tentaram calar a categoria e nosso sindicato com as armas retrógradas do autoritarismo e coronelismo anacrônicos! Novamente acreditam que Roraima é um feudo perpétuo. Mas a luta árdua e a mobilização constante da categoria dobraram as forças repressoras de sempre, os aliados burgueses, ficticiamente "divididos" nos trê poderes: judiciário, legislativo e executivo. E todos curvaram-se diante de nossa organização e mobilização!

  

Pontualmente resolvemos problemas históricos da categoria, mas a luta continua. O sindicato, como instrumento classista deve envolver-se cada vez mais nos problemas sociais de nosso estado e do Brasil. Pensar global, agir local!!!

O apoio de nossos alunos e sociedade civil foi crucial para nossa vitória! Parabéns a todos nós!

Mesmo debaixo de chuva a categoria não arredou pé da praça!

Este blog permanerá ativo como instrumento de luta e registro histórico (aguardem postagens de mais fotos sobre os 19 dias de paralisação) de nosso movimento. Agradecemos os milhares de acessos e comentários dos companheiros!

Saudações Grevistas!!!

O Comando de Greve!

 

 

17

de

junho

Ato Conjunto de Sindicatos Em Apoio à Greve!

Hoje à tarde entidades sindicais de Roraima prestaram solidariedade ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima - SINTER, devido aos últimos atos de truculência e autoritarismo do governo Anchieta, que pisoteia a Constituição e conquistas democráticas do país! Compareceram representantes e trabalhadores de 10 categorias diferentes. 

 

O ato contou com apitaço, panelaço e presença de alunos de Boa Vista e do interior que apoiam a greve.

Os companheiros ocuparam pacificamente a Assembléia Legislativa do Estado de Roraima.

Os corredores ficaram repletos de professores que protestaram pacificamente contra as arbitrariedades do governo, que tenta ignorar a categoria e o seu sindicato, negociando com diretores de escola e professores isolados. A greve continua companheiros! E só o SINTER pode legalmente representar os trabalhadores em educação nas negociações com o governo e determinar, através de assembléia da categoria o fim, ou não, da greve. 

 

A disposição histórica da categoria leva o nosso movimento a refletir  por conquistas mais duradouras, como a gestão democrática das escolas e fim das terceirizações. 

Amanhã grande ato e concentração na Tribuna da Assembléia, traga sua panela, apito, bandeira, etc. É hora do governo negociar com o Comando de Greve e o sindicato da categoria e não com 200 diretores com cargos comissionados, que não representam absolutamente ninguém!

A luta continua companheiros!!

 

 

16

de

junho

PROFESSORES SÃO AGREDIDOS EM MANIFESTAÇÃO PACÍFICA

 

 

REVOLTA E INDIGNAÇÃO TOTAL !!!

PROFESSORES SÃO AGREDIDOS EM MANIFESTAÇÃO PACÍFICA.

Hoje (dia: 16/06/08) durante a cerimônia de entrega de Medalhas da Ordem do Mérito Legislativo, os Trabalhadores em Educação que se encontram em Greve, realizavam uma manifestação pacífica em frente ao Palácio da Cultura, reivindicando os seus direitos que vêm sendo desrespeitados pelo Governo do Estado. Após algumas horas de manifestação os professores foram surpreendidos com um mandado de apreensão e busca ao carro de som que estava sendo usado para seus pronunciamentos. Policiais militares, que acompanhavam o oficial de justiça e cumpriam ordens arbitrárias do Juiz 8ª Vara Cível, usando de força física tentaram coibir o motorista e empurraram alguns professores. Não se pode aceitar que o Judiciário seja submetido a nenhum outro Poder, pois em tese deve ser independente, não podendo ficar a reboque do Poder Executivo.

Ornildo lê o mandato de busca do veículo (carro de som).

Tal situação é uma demonstração clara de que este Governo é autoritário e usa métodos ultrapassados, somente usados no Período da Ditadura Militar, onde os Trabalhadores eram reprimidos e proibidos de manifestar-se. Este é o mesmo Governo que se nega a negociar com os representantes legítimos dos Trabalhadores em Educação, através do SINTER e ainda tenta jogar a sociedade contra os professores que lutam por uma Educação de qualidade.

O veículo foi levado pela polícia.

O SINTER, o Comando de Greve e todos os Trabalhadores em Educação encontram-se indignados com as atitudes deste Governo que nega aos alunos uma Escola Pública decente, onde os profissionais ainda trabalham em condições precárias, tendo como únicos recursos o giz, o quadro negro e ainda com salários inferiores aos de algumas categorias com nível médio, fato que é omitido sistematicamente pelo Governo do Estado.

 Policiais agrediram motorista e professores.

Senhores Pais e Sociedade, esta luta justa e digna é de todos nós, trabalhadores que pagamos altos impostos e temos como retorno apenas a indiferença e o descaso de um Governo que privilegia algumas categorias em detrimento de outras.

Os Trabalhadores em Educação informam que continuarão mobilizados lutando pelos seus direitos, resistindo aos desmandos e arbitrariedades de um Governo que ignora as reais necessidades da população do Estado de Roraima.

 

 

Portanto é urgente que a Sociedade apóie a luta por uma Educação Pública de Qualidade e que seja capaz de formar cidadãos críticos que possam intervir nesse contexto social injusto e desigual.

A Diretoria e Comando de Greve.

 

 A luta continua companheiros! Divulgue nosso blog!

 

 

14

de

junho

ESCLARECIMENTO SOBRE DECLARAÇÕES DO GOVERNO DE RR

Companheiros, a nossa luta continua firme e forte. Para rebater as grosserias do sr. governador de Roraima, o sindicato e o comando de greve elaboraram a seguinte nota de esclarecimento que será publicada na Imprensa. Segunda-feira, às 8h30, vamos TODOS aos locais de concentração de nossas cidades. GRANDE CONCENTRAÇÃO na Tribuna da Assembléia Legislativa, na Praça do Centro Cívico!

Manifestação dos professores em frente ao Palácio da Cultura, na tarde do dia 11 de Junho.

Companheiros de Mucajaí em Boa Vista, a cidade sempre fortalecendo o movimento!

O SINTER VEM A PÚBLICO ESCLARECER!

QUE, EM UM ATO DE DESESPERO, O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA PUBLICOU DECLARAÇÕES QUE VÃO DE ENCONTRO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL DA REPÚBLICA:

A greve é direito constitucional de todos os trabalhadores brasileiros, bem como o sindicato possui legitimidade para representar legalmente a categoria:

“Art. 8º, Inciso III - Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
Inciso VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.

Art. 9º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Art. 37º, Inciso X - A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4 do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices:

Art. 39, § 8º - A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º.

Esclarecemos à Sociedade Roraimense que todas as exigências legais para a deflagração de uma greve foram rigorosamente cumpridas pelo Sindicato, e que a decisão sobre a continuidade da greve não pertence somente à Diretoria do Sindicato, mas sobretudo ao conjunto da categoria, que vem demonstrando cada vez mais consciência política sobre seus direitos e sobre as reais necessidades da Educação em nosso Estado.

VEJA LINKS DE APOIO:

http://blogdoluiz.net

www.fontebrasil.com.br




11

de

junho

Categoria Decide Permanecer em Greve Geral!

A categoria rejeita a proposta humilhante do governo e permanece na luta. Aproximadamente mil pessoas compareceram ontem na Praça do Centro Cívico, em frente à Tribuna da Assembléia legislativa, para aguardar o resultado da audiência de conciliação entre Governo e Sindicato. Por ampla maioria, os trabalhadores em educação decidiram pela permanência no movimento de greve. Caberia ao juíz da 8ª. Vara Cívil do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, Parima Dias Veras, julgar a legalidade greve.

O juíz, que, inclusive, já foi professor, inclinou-se desde o início (primeira audiência de conciliação no dia 09/06/2008) pela ilegalidade do movimento, baseado na argumentação pueril de que "os alunos seriam prejudicados, principalmente os de Ensino Médio, por causa do vestibular (…)", ignorando o fato de que a rede de ensino em Roraima é praticamente toda Estadual, da Educação Infantil ao Ensino Médio, contemplando crianças e adolescentes de todas as faixas etárias. A questão estrutural e da distribuição criminosa de merenda vencida e deteriorada foi deliberadamente ignorada.  O companheiro Chrystian, membro do Comando de Greve, presente nas duas audiências de conciliação, afirma que "o juíz não queria ouvir a argumentação do Sindicato, e afirmava que já tinha uma opinião formada sobre o assunto (…). Quando, então, o juíz voltava a tocar na questão dos alunos prejudicados, e ameaçava a possibilidade de declarar a ilegalidade do movimento".

O governo, ao pronunciar-se, na referida segunda audiência, por um aumento de 12% aos trabalhadores em educação (somente 2% a mais que a proposta inicial do Governo de 10%, sendo, nossa proposta, um mínimo de 35%, que poderiam ser dividido em 15% para esse ano e 20% para a data base em 2009) e ainda, IGNORAR os demais pontos de pauta, busca humilhar a categoria e convencer os reticentes e pelegos de plantão a voltar para a sala de aula. Mas esses são poucos, e a categoria está mais unida do que nunca. Em pronunciamento emocionado a companheira Rosângela, do Comando de Greve, afirmou "que sentia-se humilhada como educadora, mas que estava mais forte do que nunca para prosseguir a luta pela dignidade da profissão, coisa que o governo desconhece."

Companheiros concentrados em frente à Tribuna.

Companheiros  em mobilização permanente!

O Companheiro Antonio de Souza Matos promoveu hoje pela manhã a leitura de seu texto na Tribuna que reproduzimos aqui. 

A GREVE DOS PROFESSORES E O SILÊNCIO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Porque os meios de comunicação, principalmente as televisões locais, não divulgam mais nada a respeito da greve dos professores estaduais? Segundo o SINTER, quase noventa por cento das escolas, quanto da capital quanto do interior, já aderiram ao movimento, mas os telejornais simplesmente ignoram e nada veiculam. Por quê?
Todos os dias os professores se aglomeram em frente da Assembléia Legislativa para ouvir e dar informes sobre o andamento da greve. Faixas são colocadas em vários pontos para chamar a atenção dos circunstantes sobre as principais reivindicações da categoria. No entanto, os canais de TV silenciam. Por quê?
Já houve uma carreta saindo do centro e indo até o bairro Pintolândia. Tal vez nem a do líder dos arrozeiros que mereceu uma cobertura privilegiada da imprensa chamou tanto a atenção dos boa-vistenses. Nem por isso houve qualquer filmagem e divulgação em horário nobre. Por quê?
Os professores fizeram uma passeata contornando a Praça do Centro Cívico e adentrando as principais avenidas do centro comercial. Mas só ficou sabendo disso quem estava naquelas imediações na ocasião. Os meios de comunicações anunciavam outras noticias como os preparativos para as festas juninas no Anauá. Por quê?
O ex. governador Flamarion Portela anunciou, da tribuna da Assembléia Legislativa, que há quase setenta milhões de reais do FUNDEB depositado em aplicações financeiras no Banco do Brasil – dinheiro que deveria ser usado em investimentos concretos na área educacional. Além disso, esclareceu que cada aluno custa 2.400 reais por ano aos cofres públicos – o mais alto do país. Por que a mídia televisiva não deu crédito a essa informação? Por que ninguém questionou que o professor de Roraima deveria receber, não o quarto maior salário do Brasil, mas o primeiro? Por quê?
Da Tribuna do Povo, os professores denunciaram irregularidades praticada pela Secretaria de Educação e distribuíram diversas fotos aos colegas e simpatizantes: de gêneros alimentícios com prazo de validade vencido entregues a escolas do interior do Estado e de prédio escolares em condições mais do que precárias. Por outro lado, realizaram, vestidos de preto, o enterro simbólico da educação pública de Roraima na Praça Airton Senna, onde também fizeram uma exposição fotográfica, mostrando ao público presente a realidade degradante das escolas da zona rural. Entretanto, nem um canal de televisão exibiu esse manifesto dos educadores. Por quê?
Por que não mereceram destaque na mídia local as conquistas dos professores com a greve deflagrada: o pagamento do resíduo do FUNDEB aos professores infantil, a leis que autoriza o repasse de verbas às escolas para suprir as demandas e manutenção, a promessa das progressões ( verticais e horizontais) até o final de agosto, a promessa de conceder aumento de 12% e a promessa de anulação do famigerado decreto que regulamenta as progressões funcionais? Por quê?
Por que as emissoras de televisão locais não manifestaram indignação às declarações do governo de que já atendeu a 80% das reivindicações dos professores, quando, de concreto, quase nada foi garantido, exceto promessas, promessas e promessas? Por quê?
Por que a mídia não denunciou que as aulas ministradas nas poucas escolas que não aderiram à greve não passam de enganação e que, portanto, poderão ser anuladas pelo Ministério Público e que os professores “Judas e Piolhos” terão de trabalhar dobrado?
A sociedade que depende da escola pública busca uma explicação para todo esse descaso dos meios de comunicação. Segunda-feira, nove de junho, por volts das 8 horas da manhã, sentar-se-ão à mesa o governo do Estado e O Sindicato dos Profissionais de Educação, intermediados pelo Ministério Público, tendo em vista uma conciliação entre as partes do litígio. Será que nem isso merecerá destaque na imprensa escrita e a cobertura completa pelos canais de televisão?


Professor de língua portuguesa. E-mail: matoseluiza@yahoo.com.br

 

Fotos que a imprensa de Roraima faz questão de não publicar:


Escola Estadual Samaúma - Mucajaí (em vias de desmoronamento)

Carne deteriorada entregue nas escolas.

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