Educação de Roraima Mobilizada! Indignar-se é preciso!

Companheiros do M.O.T.E. Comando de Greve que não aparece na foto "oficial".

Companheiros do M.O.T.E., membros do Comando de Greve que não aparecem nas fotos “oficiais”. Encontro com companheiros Camponeses, plena ação direta na greve de 2008 - Sul do estado.

Uma vez mais a categoria foi passada para trás pela direção do SINTER e seus pares (PT, PSOL e PCdoB). Nunca é demais lembrar que as conquistas obtidas pela categoria no ano de 2008 foram efetivadas através da resistência e manifestações da própria categoria. Se tivessemos seguido as posições da direção do sindicato, não teríamos sequer nos mobilizado ou entrado em greve e, assim, garantido o reajuste de 15% (aliás, 10% segundo a direção do SINTER) para outubro (2008), após as eleições municipais, acordado com o governo Anchieta (PSDB).

A direção do SINTER nunca foi a favor da greve, jamais saiu em defesa ou em favor da categoria. Foram os companheiros da base que empurraram a greve garganta abaixo, impondo a sua vontade, inclusive interior do estado a fora. Se os trabalhadores em educação querem novamente arrancar qualquer reajuste, ou melhorias na situação da educação pública, do governo estadual, precisam se organizar. No local de trabalho, em suas regiões, cidades e vilas, e, assim, impor uma vez mais a sua vontade. E seja dito que reajuste salarial não basta (e os 20%, para 2009, que a direção do SINTER induziu a categoria a acreditar na sua existência!?). Reivindicamos melhores condições de trabalho, maior representação no sindicato (via conselho de Representantes de Escola, como definido no estatuto do mesmo), fim das terceirização e horas-aula, merenda escolar digna, escola digna (não fantasma), concurso público imediato, além de DIRETAS JÁ PARA GESTOR ESCOLAR!

Paralisação do dia 26 de março de 2009

A paralisação que ocorreu este ano foi proposta dos companheiros da base, caso isso não ocorresse não haveria nenhuma manifestação da categoria este ano. Mais uma vez a direção protelou o prazo empurrando-o para uma data mais distante com a desculpa esdrúxula “da proximidade da data”, que a categoria não deveria “se precipitar”, teria de ser “coerente”, e uma série estereotipada de fraseologia pelega que não tem absolutamente nada a acrescentar de prático ou objetivo em nossa luta.

Na referida paralisação os companheiros da base propuseram mais uma paralisação de INDICAÇÃO PARA A GREVE (conforme determina a legislação para ocorrência de greve), caso o governo não desse uma resposta por escrito com relação as reivindicações da categoria. Mas, o que de fato aconteceu? A direção do sindicato, com a desculpa, de que, em maio do corrente ano, haveria o congresso do SINTER, e que ali estariam presentes os trabalhadores dos municípios, prorrogou o prazo mais uma vez.

Ou seja, nos “embromaram”, “enrolaram”, em um claro e absurdo apoio ao governo tucano de Anchieta Junior, que, obviamente, como a diretoria do SINTER, não quer greve alguma (a não ser na retórica). Talvez queiram é se candidatar, alguns deles (e para isso utilizam-se do sindicato).

O Congresso…

Enfim, em Maio, chega o Congresso da categoria. Este que deveria ser a instância máxima deliberativa dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima. Vejamos… TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO, não representantes do PATRÃO, como o moribundo secretário de educação Luciano Moreira, convidado da diretoria do SINTER para o nosso Congresso, e, apoiador do “clã” SARNEY, golpista no Maranhão (o Srº Luciano foi assumir uma pasta no Estado do Maranhão após o golpe dos Sarney contra Jackson Lago), ou, pior, membros da famigerada JUNTA MÉDICA PERICIAL OFICIAL DO ESTADO DE RORAIMA, já denunciada por este MOVIMENTO neste blog, pelo cometimento de absurdos médico-jurídico e perseguição política (e, o “tal” médico, na “mesa” foi apoiado em suas falações por membro da diretoria desse sindicato).

Aliás, companheiro trabalhador em educação, você sabia que NENHUM DAQUELES MÉDICOS QUE NOS ATENDEM SÃO CONCURSADOS OU ESPECIALISTAS?? E QUE ELES MENTEM QUANDO TENTAM NOS ATERRORIZAR??

O Congresso, haja vista as péssimas condições técnicas (não se ouvia nada a poucos metros da mesa), e organização clássica, PETISTA- STALINISTA (quem tinha o que dizer, poucos minutos tinha), se demonstrou um monólogo, nunca um debate ou muito menos uma Assembléia (como deveria de ser). Não se discutiu com relação às centrais sindicais (CUT ou CONLUTAS?), a saúde dos trabalhadores em educação (de modo isento, amparado em dados da OIT-ONU, outros sindicatos, e não “capachos” do governo estadual), ou aos inúmeros pontos de pauta, nacionais ou locais, da categoria.

Os professores questionados por este Movimento, por dezenas de simpatizantes, sequer sabiam o que estava acontecendo no congresso. O X Congresso dos trabalhadores em Educação foi “uma aula” de despolitização. Da abertura ao encerramento, nenhuma crítica levada a efeito a governo algum (federal, estadual, municipal); parecia que estávamos no país das maravilhas (ou numa aula de curso de direito ou seminário de medicina), e, mais uma vez, foram os companheiros da base que fizeram a diferença, tecendo uma série de críticas e propondo a mobilização imediata em defesa das reivindicações da categoria.

O MOTE NÃO SE CALA JAMAIS. CONTRA A POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSE!

DIRETAS JÁ PARA GESTOR ESCOLAR!

FORA ORNILDO! FORA ANCHIETA!

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