X CONGRESSO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DE RORAIMA.- UM CONGRESSO EM VÃO, PARA NÃO DECIDIR NADA, PARA JUSTIFICAR O GASTO, ENFIM, PARA MANTER A “EMBROMAÇÃO”…
10 de junho de 2009
Uma vez mais a categoria foi passada para trás pela direção do SINTER e seus pares (PT, PSOL e PCdoB). Nunca é demais lembrar que as conquistas obtidas pela categoria no ano de 2008 foram efetivadas através da resistência e manifestações da própria categoria. Se tivessemos seguido as posições da direção do sindicato, não teríamos sequer nos mobilizado ou entrado em greve e, assim, garantido o reajuste de 15% (aliás, 10% segundo a direção do SINTER) para outubro (2008), após as eleições municipais, acordado com o governo Anchieta (PSDB).
A direção do SINTER nunca foi a favor da greve, jamais saiu em defesa ou em favor da categoria. Foram os companheiros da base que empurraram a greve garganta abaixo, impondo a sua vontade, inclusive interior do estado a fora. Se os trabalhadores em educação querem novamente arrancar qualquer reajuste, ou melhorias na situação da educação pública, do governo estadual, precisam se organizar. No local de trabalho, em suas regiões, cidades e vilas, e, assim, impor uma vez mais a sua vontade. E seja dito que reajuste salarial não basta (e os 20%, para 2009, que a direção do SINTER induziu a categoria a acreditar na sua existência!?). Reivindicamos melhores condições de trabalho, maior representação no sindicato (via conselho de Representantes de Escola, como definido no estatuto do mesmo), fim das terceirização e horas-aula, merenda escolar digna, escola digna (não fantasma), concurso público imediato, além de DIRETAS JÁ PARA GESTOR ESCOLAR!
Paralisação do dia 26 de março de 2009
A paralisação que ocorreu este ano foi proposta dos companheiros da base, caso isso não ocorresse não haveria nenhuma manifestação da categoria este ano. Mais uma vez a direção protelou o prazo empurrando-o para uma data mais distante com a desculpa esdrúxula “da proximidade da data”, que a categoria não deveria “se precipitar”, teria de ser “coerente”, e uma série estereotipada de fraseologia pelega que não tem absolutamente nada a acrescentar de prático ou objetivo em nossa luta.
Na referida paralisação os companheiros da base propuseram mais uma paralisação de INDICAÇÃO PARA A GREVE (conforme determina a legislação para ocorrência de greve), caso o governo não desse uma resposta por escrito com relação as reivindicações da categoria. Mas, o que de fato aconteceu? A direção do sindicato, com a desculpa, de que, em maio do corrente ano, haveria o congresso do SINTER, e que ali estariam presentes os trabalhadores dos municípios, prorrogou o prazo mais uma vez.
Ou seja, nos “embromaram”, “enrolaram”, em um claro e absurdo apoio ao governo tucano de Anchieta Junior, que, obviamente, como a diretoria do SINTER, não quer greve alguma (a não ser na retórica). Talvez queiram é se candidatar, alguns deles (e para isso utilizam-se do sindicato).
O Congresso…


