Educação de Roraima Mobilizada! Indignar-se é preciso!

 

 

REVOLTA E INDIGNAÇÃO TOTAL !!!

PROFESSORES SÃO AGREDIDOS EM MANIFESTAÇÃO PACÍFICA.

Hoje (dia: 16/06/08) durante a cerimônia de entrega de Medalhas da Ordem do Mérito Legislativo, os Trabalhadores em Educação que se encontram em Greve, realizavam uma manifestação pacífica em frente ao Palácio da Cultura, reivindicando os seus direitos que vêm sendo desrespeitados pelo Governo do Estado. Após algumas horas de manifestação os professores foram surpreendidos com um mandado de apreensão e busca ao carro de som que estava sendo usado para seus pronunciamentos. Policiais militares, que acompanhavam o oficial de justiça e cumpriam ordens arbitrárias do Juiz 8ª Vara Cível, usando de força física tentaram coibir o motorista e empurraram alguns professores. Não se pode aceitar que o Judiciário seja submetido a nenhum outro Poder, pois em tese deve ser independente, não podendo ficar a reboque do Poder Executivo.

Ornildo lê o mandato de busca do veículo (carro de som).

Tal situação é uma demonstração clara de que este Governo é autoritário e usa métodos ultrapassados, somente usados no Período da Ditadura Militar, onde os Trabalhadores eram reprimidos e proibidos de manifestar-se. Este é o mesmo Governo que se nega a negociar com os representantes legítimos dos Trabalhadores em Educação, através do SINTER e ainda tenta jogar a sociedade contra os professores que lutam por uma Educação de qualidade.

O veículo foi levado pela polícia.

O SINTER, o Comando de Greve e todos os Trabalhadores em Educação encontram-se indignados com as atitudes deste Governo que nega aos alunos uma Escola Pública decente, onde os profissionais ainda trabalham em condições precárias, tendo como únicos recursos o giz, o quadro negro e ainda com salários inferiores aos de algumas categorias com nível médio, fato que é omitido sistematicamente pelo Governo do Estado.

 Policiais agrediram motorista e professores.

Senhores Pais e Sociedade, esta luta justa e digna é de todos nós, trabalhadores que pagamos altos impostos e temos como retorno apenas a indiferença e o descaso de um Governo que privilegia algumas categorias em detrimento de outras.

Os Trabalhadores em Educação informam que continuarão mobilizados lutando pelos seus direitos, resistindo aos desmandos e arbitrariedades de um Governo que ignora as reais necessidades da população do Estado de Roraima.

 

 

Portanto é urgente que a Sociedade apóie a luta por uma Educação Pública de Qualidade e que seja capaz de formar cidadãos críticos que possam intervir nesse contexto social injusto e desigual.

A Diretoria e Comando de Greve.

 

 A luta continua companheiros! Divulgue nosso blog!

 

 

Companheiros, a nossa luta continua firme e forte. Para rebater as grosserias do sr. governador de Roraima, o sindicato e o comando de greve elaboraram a seguinte nota de esclarecimento que será publicada na Imprensa. Segunda-feira, às 8h30, vamos TODOS aos locais de concentração de nossas cidades. GRANDE CONCENTRAÇÃO na Tribuna da Assembléia Legislativa, na Praça do Centro Cívico!

Manifestação dos professores em frente ao Palácio da Cultura, na tarde do dia 11 de Junho.

Companheiros de Mucajaí em Boa Vista, a cidade sempre fortalecendo o movimento!

O SINTER VEM A PÚBLICO ESCLARECER!

QUE, EM UM ATO DE DESESPERO, O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA PUBLICOU DECLARAÇÕES QUE VÃO DE ENCONTRO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL DA REPÚBLICA:

A greve é direito constitucional de todos os trabalhadores brasileiros, bem como o sindicato possui legitimidade para representar legalmente a categoria:

“Art. 8º, Inciso III - Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
Inciso VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.

Art. 9º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Art. 37º, Inciso X - A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4 do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices:

Art. 39, § 8º - A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º.

Esclarecemos à Sociedade Roraimense que todas as exigências legais para a deflagração de uma greve foram rigorosamente cumpridas pelo Sindicato, e que a decisão sobre a continuidade da greve não pertence somente à Diretoria do Sindicato, mas sobretudo ao conjunto da categoria, que vem demonstrando cada vez mais consciência política sobre seus direitos e sobre as reais necessidades da Educação em nosso Estado.

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A categoria rejeita a proposta humilhante do governo e permanece na luta. Aproximadamente mil pessoas compareceram ontem na Praça do Centro Cívico, em frente à Tribuna da Assembléia legislativa, para aguardar o resultado da audiência de conciliação entre Governo e Sindicato. Por ampla maioria, os trabalhadores em educação decidiram pela permanência no movimento de greve. Caberia ao juíz da 8ª. Vara Cívil do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, Parima Dias Veras, julgar a legalidade greve.

O juíz, que, inclusive, já foi professor, inclinou-se desde o início (primeira audiência de conciliação no dia 09/06/2008) pela ilegalidade do movimento, baseado na argumentação pueril de que "os alunos seriam prejudicados, principalmente os de Ensino Médio, por causa do vestibular (…)", ignorando o fato de que a rede de ensino em Roraima é praticamente toda Estadual, da Educação Infantil ao Ensino Médio, contemplando crianças e adolescentes de todas as faixas etárias. A questão estrutural e da distribuição criminosa de merenda vencida e deteriorada foi deliberadamente ignorada.  O companheiro Chrystian, membro do Comando de Greve, presente nas duas audiências de conciliação, afirma que "o juíz não queria ouvir a argumentação do Sindicato, e afirmava que já tinha uma opinião formada sobre o assunto (…). Quando, então, o juíz voltava a tocar na questão dos alunos prejudicados, e ameaçava a possibilidade de declarar a ilegalidade do movimento".

O governo, ao pronunciar-se, na referida segunda audiência, por um aumento de 12% aos trabalhadores em educação (somente 2% a mais que a proposta inicial do Governo de 10%, sendo, nossa proposta, um mínimo de 35%, que poderiam ser dividido em 15% para esse ano e 20% para a data base em 2009) e ainda, IGNORAR os demais pontos de pauta, busca humilhar a categoria e convencer os reticentes e pelegos de plantão a voltar para a sala de aula. Mas esses são poucos, e a categoria está mais unida do que nunca. Em pronunciamento emocionado a companheira Rosângela, do Comando de Greve, afirmou "que sentia-se humilhada como educadora, mas que estava mais forte do que nunca para prosseguir a luta pela dignidade da profissão, coisa que o governo desconhece."

Companheiros concentrados em frente à Tribuna.

Companheiros  em mobilização permanente!

O Companheiro Antonio de Souza Matos promoveu hoje pela manhã a leitura de seu texto na Tribuna que reproduzimos aqui. 

A GREVE DOS PROFESSORES E O SILÊNCIO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Porque os meios de comunicação, principalmente as televisões locais, não divulgam mais nada a respeito da greve dos professores estaduais? Segundo o SINTER, quase noventa por cento das escolas, quanto da capital quanto do interior, já aderiram ao movimento, mas os telejornais simplesmente ignoram e nada veiculam. Por quê?
Todos os dias os professores se aglomeram em frente da Assembléia Legislativa para ouvir e dar informes sobre o andamento da greve. Faixas são colocadas em vários pontos para chamar a atenção dos circunstantes sobre as principais reivindicações da categoria. No entanto, os canais de TV silenciam. Por quê?
Já houve uma carreta saindo do centro e indo até o bairro Pintolândia. Tal vez nem a do líder dos arrozeiros que mereceu uma cobertura privilegiada da imprensa chamou tanto a atenção dos boa-vistenses. Nem por isso houve qualquer filmagem e divulgação em horário nobre. Por quê?
Os professores fizeram uma passeata contornando a Praça do Centro Cívico e adentrando as principais avenidas do centro comercial. Mas só ficou sabendo disso quem estava naquelas imediações na ocasião. Os meios de comunicações anunciavam outras noticias como os preparativos para as festas juninas no Anauá. Por quê?
O ex. governador Flamarion Portela anunciou, da tribuna da Assembléia Legislativa, que há quase setenta milhões de reais do FUNDEB depositado em aplicações financeiras no Banco do Brasil – dinheiro que deveria ser usado em investimentos concretos na área educacional. Além disso, esclareceu que cada aluno custa 2.400 reais por ano aos cofres públicos – o mais alto do país. Por que a mídia televisiva não deu crédito a essa informação? Por que ninguém questionou que o professor de Roraima deveria receber, não o quarto maior salário do Brasil, mas o primeiro? Por quê?
Da Tribuna do Povo, os professores denunciaram irregularidades praticada pela Secretaria de Educação e distribuíram diversas fotos aos colegas e simpatizantes: de gêneros alimentícios com prazo de validade vencido entregues a escolas do interior do Estado e de prédio escolares em condições mais do que precárias. Por outro lado, realizaram, vestidos de preto, o enterro simbólico da educação pública de Roraima na Praça Airton Senna, onde também fizeram uma exposição fotográfica, mostrando ao público presente a realidade degradante das escolas da zona rural. Entretanto, nem um canal de televisão exibiu esse manifesto dos educadores. Por quê?
Por que não mereceram destaque na mídia local as conquistas dos professores com a greve deflagrada: o pagamento do resíduo do FUNDEB aos professores infantil, a leis que autoriza o repasse de verbas às escolas para suprir as demandas e manutenção, a promessa das progressões ( verticais e horizontais) até o final de agosto, a promessa de conceder aumento de 12% e a promessa de anulação do famigerado decreto que regulamenta as progressões funcionais? Por quê?
Por que as emissoras de televisão locais não manifestaram indignação às declarações do governo de que já atendeu a 80% das reivindicações dos professores, quando, de concreto, quase nada foi garantido, exceto promessas, promessas e promessas? Por quê?
Por que a mídia não denunciou que as aulas ministradas nas poucas escolas que não aderiram à greve não passam de enganação e que, portanto, poderão ser anuladas pelo Ministério Público e que os professores “Judas e Piolhos” terão de trabalhar dobrado?
A sociedade que depende da escola pública busca uma explicação para todo esse descaso dos meios de comunicação. Segunda-feira, nove de junho, por volts das 8 horas da manhã, sentar-se-ão à mesa o governo do Estado e O Sindicato dos Profissionais de Educação, intermediados pelo Ministério Público, tendo em vista uma conciliação entre as partes do litígio. Será que nem isso merecerá destaque na imprensa escrita e a cobertura completa pelos canais de televisão?


Professor de língua portuguesa. E-mail: matoseluiza@yahoo.com.br

 

Fotos que a imprensa de Roraima faz questão de não publicar:


Escola Estadual Samaúma - Mucajaí (em vias de desmoronamento)

Carne deteriorada entregue nas escolas.

Final da década de 1970, São Paulo-SP, início dos movimentos grevistas na região industrial do ABC.

 

Amanhã, segunda feira, 09 de Junho de 2008, às 9h00, ocorrerá uma audiência de conciliação na 8ª Vara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, entre SINTER e Governo. Audiência marcada após o Estado pedir a ilegalidade da greve dos trabalhadores em educação. É uma  data de suma importância para nosso movimento, afinal, além de demonstrarmos disposição ao diálogo, o governo terá de se explicar com relação aos nossos pontos de reivindicação. Todos devem comparecer à Praça do Centro Cívico às 9h00!

A hora nos pede uma reflexão sobre o direito de greve, CONSTITUCIONAL, mas nem sempre respeitado por justiça e  empregadores, seja governo, seja iniciativa privada. A pergunta que deve ficar é a seguinte: o EDUCADOR que se depara com um sistema educacional decrepto e que põe em risco não só o processo de ensino-aprendizagem de seus alunos, mas sua própria VIDA, não teria o direito, mas, também, o DEVER de entrar em greve? E esse não deveria ser um direito universal de TODOS os trabalhadores, um dos mais válidos instrumentos de luta de classe?

Abaixo, o dispositivo legal:

DIREITO DE GREVE

A Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei nº 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

LEGITIMIDADE DO EXERCÍCIO DA GREVE

Considera-se legítimo o exercício de greve, com a suspensão coletiva temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação de serviços, quando o empregador ou a entidade patronal, correspondentes tiverem sido pré-avisadas 72 horas, nas atividades essenciais e 48 horas nas demais.

A greve também é lícita quando não for contra decisão judicial.

DIREITO DOS GREVISTAS

São assegurados aos grevistas:

- o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem a greve;

- a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.

foto da greve geral de 1917, São Paulo, Brasil - não havia qualquer direito de greve nessa época!

Aos companheiros ficam essas palavras de reflexão, na composição  inspirada de Chico César:

 

 Nas Fronteiras do Mundo (En las fronteras del mundo)
Chico César
Composição: Luis Pastor/ Chico César-versão para português:Chico César

Sou tu sou ele
E muitos que nem conheço
Pelas fronteiras do mundo
E no medo em seus olhos
Jogado à própria sorte
E à ambição de poucos

Soy tu soy él
Y muchos que aqui no llegan
Desperdigados del hambre
Despojados de la tierra
Olvidados del destino
Heridos en tantas guerras

Sou tu sou ele
Nós todos e todos eles
Escravos do novo século
Obrigados ao desterro
Desterrados pela vida
Condenados ao inferno

Soy tu soy él
Sou tu sou ele

Soy tu soy él
Mano de obra barata
Sin contrato sin papeles
Sin trabajo e sin casa
Ilegales sin derechos
O legales sin palabra

Sou tu sou ele
E uma foto na carteira
De onde te olham os olhos
Três meninos e uma velha
Que esperam poder salvar-se
Com o dinheiro que nao chega

Soy tu soy él
En el nuevo paraíso
Horizonte de grandeza
De los que serán más ricos
Construyendo su fortuna
Con la sangre de tus hijos

Sou tu sou ele
Aquarela de mil cores
Humano de muitas raças
Caldo de muitos sabores
Nas portas de um futuro
Que nos nega seus favores

Soy tu soy él
Sou tu sou ele

E muitos que nem conheço
Y muchos que aqui no llegan
Nós todos e todos eles
Mano de obra barata
E uma foto na carteira
En el nuevo paraíso
Aquarela de mil cores

Soy tu sou ele
Sou tu soy él

Cansados do descaso com que o Governo de Roraima trata a escola pública, matando-a aos poucos, os trabalhadores em educação do Estado realizaram o inevitável "enterro", que contou com carpideiras e muitos discursos em prol do "morto", ou melhor, da "morta". Cantos e preces foram entoados, e alguns profetizavam até mesmo que a "morta" poderia ressuscitar algum dia…   

A "morta", obviamente, era a educação no Estado de Roraima. Governo e parte da mídia comprada tratam a comunidade escolar como mero dado estatístico, onde tudo acontece no papel, e a realidade é de filme de horror, com merenda podre e escolas caindo aos pedaços, como bem denuncia esse "blog".

 

 

O cortejo, que contou com uma multidão,  tomou a Praça das Águas, em Boa Vista e ocupou as ruas da cidade. O ato público durou até aproximadamente 22h00.

 

 

O ato inédito na história dos trabalhadores em educação no Estado de Roraima atraiu as pessoas que paravam seus carros, buzinavam e até aderiam ao "cortejo fúnebre".

 

A chegada dos primeiros companheiros(as) ao local do "enterro".

 

 

A Secretaria de Educação, o local ideal para enterrar a educação: na casa de quem está matando-a aos poucos… Vá em paz Educação de Roraima, estaremos aqui na luta para ressuscitá-la!

 

E que assim seja!

 

 

 

 

Na manhã de hoje professores se concentraram em frente a Praça do Centro Cívico, em Boa Vista, de onde sairam em passeata pela cidade, recebendo o apoio da comunidade por onde passavam. 

A paralização total e pacífica das ruas ao redor do Centro Cívico demonstra a disposição da categoria e a força do movimento. Os professores em greve estão em mobilização permanente e nas ruas!

 

Alunos da Escola Estadual Tancredo Neves fazem apresentação de dança de rua na concentração dos professores.

Aplausos aos alunos e  Associações de Pais e Mestres de todo o Estado que tem apoiado a causa, que não é só dos trabalhadores em educação, mas de todos. Educação pública e de qualidade, eis a nossa bandeira.

 

Uma escola ou um celeiro?

4 de junho de 2008

Escola Estadual Sebastião Félix - interior de Mucajaí -RR

 

 

São paredes que mais parecem cercas… Quadro negro e giz, quando existe giz. Se depender do "tucanato" de Roraima vamos começar a lecionar ao relento, utilizando os dedos para escrever na areia. A escola é de ficção, mas as pessoas são de verdade, de carne e osso, senhor governador!

 

 

Nesta sala de aula, lecionam ao mesmo tempo dois (2) professores. Quando um fala, o outro tem que se calar. Mas os companheiros da Sebastião NÃO SE CALARAM e organizam o movimento em sua cidade!

 

De modo eufemístico continuaremos a chamar esse "espaço" de sala de aula. Pois sim, nessa sala, alunos de séries diferentes se misturam, e o professor é obrigado a lecionar disciplinas para as quais não é habilitado, para que a escola permaneça em funcionamento. É coisa corriqueira, mais grave no interior, mas presente nas escolas da CAPITAL também. Mesmo depois de um concurso que "deveria" suprir as vagas na carreira do magistério.

 

A água faz parte do cotidiano, assim como o sol e o calor. Tudo de que precisam os mosquitos Aedes aegypti e albopictus - vetores da dengue, e o Anopheles, vetor da malária.

Esta é a "biblioteca" da escola. A imagem fala por sí:

 

 

Escola Estadual Josefa Maria da Conceição, vicinal 14, Vila Apiaú, Município de Mucajaí. Professores das comissões de piquete e convencimento paralisam a escola completamente esquecida pelo governo e isolada da sede do município em questão de minutos. A adesão dos companheiros é imediata!  

 

Isso aí abaixo deveria ser uma sala de aula, ou seria a "biblioteca"? 

Sala de aula ou depósito de gente?

E o governo afirma que atendeu 80% de nossas reivindicações… Nesses rincões esquecidos, para o governo, as pessoas são só números, as escolas apenas dados. "Todo mundo na escola", afirma o governo tucano de Roraima, mas que escola??

 

Em plena floresta amazônica, as crianças e professores podem escolher: ou aulas no meio da água, quando chove (e chove muito) ou nessa estufa onde a temperatura ultrapassa os 40º C.

Escola Estadual Josefa Maria da Conceião, vicinal 14, Vila do Apiaú, Mucajaí:

Caso de POLÍCIA, essa "carne" pendurada aí na copa da escola é parte da merenda escolar. Educação de qualidade se faz com estrutura e merenda escolar PRÓPRIA PARA O CONSUMO HUMANO, como estabelecem PCN, Constituição Federal e o mínimo SENTIMENTO DE HUMANIDADE. Quando os companheiros se depararam com "isso" não conseguiram definir o que era. As moscas deram a resposta:

 

Carne em condições deploráveis, deteriorada, mas não fica só nisso. Além do professor ser considerado servidor de segunda categoria, as pessoas do interior não são consideradas pessoas, pois recebem tratamento indigno dessa condição. O governo vai além: prazo de validade de merenda escolar raspado!

 Essa é a merenda terceirizada do governo, uma das muitas razões de nosso movimento!

 

Essa não deu tempo de raspar… Foto tirada dia 02 de Junho…

Professora mostra indignada a situação da merenda que, além de escassa, chega imprópria para o consumo.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (SINTER/RR) decidiu convocar greve geral dos profissionais em educação, diante da falta de negociação com o governo estadual. 

Os educadores paralisam as atividades para reivindicar uma pauta de 22 itens. Entre eles, progressão horizontal e vertical imediata para quem já cumpriu o tempo de serviço exigido por lei ou apresentou a titulação fazendo jus ao benefício; adequação do plano de carreira; avaliação de desempenho para quem está em estágio probatório; equiparação do reajuste salarial concedido às demais categorias de nível superior; concurso público para todas as áreas da educação básica; pagamento imediato do resíduo do FUNDEF referente ao exercício de 2005; fim da terceirização da merenda escolar e dos serviços de apoio; e melhoria das condições de trabalho.

“Não agüentamos mais trabalhar em condições precárias e com os nossos direitos assegurados em lei sendo desrespeitados há anos”, afirma o presidente do SINTER, Ornildo Souza. Segundo ele, faltam professores, material didático-pedagógico e computadores, as escolas estão em péssimas condições de conservação, sem bebedouros e banheiros adaptados, além da má qualidade da merenda escolar.

De acordo com Ornildo Souza, a Secretaria de Educação divulgou no último dia 15 de maio um quadro com algumas reivindicações dos profissionais e respostas, consideradas não consistentes pelo Sinter. Diante disso, o sindicato resolveu se mobilizar. “É importante o engajamento do maior número possível de educadores para o sucesso do nosso movimento”, afirma Ornildo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou moção de apoio onde pede também que “o governador José de Anchieta Júnior abra as negociações e encaminhe, com urgência, uma proposta concreta para as reivindicações dos educadores de Roraima, com intuito de evitar o prolongamento da greve, sobretudo atendendo aos anseios da população por educação pública de qualidade; e da categoria, por dignidade e reconhecimento profissional”.

Professores mobilizados:

Concentração na Praça do Centro Cívico, em frente aos poderes do Estado de Roraima. Professores oriundos de todo o Estado comparecem massivamente ao primeiro dia de GREVE da categoria. 

 

Carreata pelo centro de Boa Vista, paralisação das principais avenidas em horário de pico. O "buzinaço" foi algo nunca dantes visto no Estado.

 

 

 

Professora caracteriza os carros que aderem ao movimentos dos trabalhadores em educação no Estado de Roraima.

 

 

A bandeira do Sindicato volta a ser ostentada pela categoria com orgulho!

 

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